terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando Fugir é Lutar

Após descrever a Timóteo a ganância materialista de crentes e de pastores, o Apóstolo Paulo recomenda uma atitude corajosa: "Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso" (I Timóteo 6:11).

A ambição e a ganância compõem o "amor ao dinheiro", que é "a raiz de todos os males", de acordo com Paulo. Por ser raiz, este sentimento temia capacidade de penetrar os fundamentos de quase todos os valores espirituais. Usar critérios materiais para aferir valores religiosos é uma forma de reduzir qualidades superiores de meras quantidades inferiores. Número de batismos não é a mesma coisa que número de convertidos. Grandes ofertas não significam dedicação genuína.

Para Paulo, ao enfrentar essas distorções e essas tentações, os cristãos não devem pensar duas vezes. Reúnam todas as forças e fujam! Fugir significa não hesitar, não negociar, não coexistir. Em tais contextos, em que o mundo todo elogia o dinheiro e o poder, é preciso ter coragem, ter espírito de luta, para tomar a decisão de fugir. DE fechar todos os meios de comunicação, de cortar todas as vias de relacionamento. Até no processo de fugir enfrentamos a tentação de olhar para trás. E corremos o perigo de virar estátuas, com todas as aparências eclesiásticas, mas sem vida. Aquele que conhece as "astutas artimanhas do Maligno" aprende a não brincar com fogo. Cristão corajoso foge. Porque fugir é lutar!

Deus te abençoe!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Tribulação produz perseverança

Uma das características daquele que cultiva a comunhão com o Senhor é a perseverança. O Apóstolo Paulo nos ensina sobre uma das coisas da perseverança: “... Sabemos que a tribulação produz perseverança...” (Romanos 5:3).

Perseverança é manutenção de uma atitude. É a continuidade da postura de decisão e envolvimento. É acreditar em um objetivo e não abandonar o caminho que chega até ele. Ao nos ensinar que nosso alvo é Jesus Cristo, Paulo nos induz a “prosseguir em direção ao alvo”, pelo “prêmio da soberana vocação”, em Cristo. Jesus, nosso Senhor. Vida cristã implica em perseverar na atitude de alcançar o alvo.

O próprio Apóstolo reconhece a dificuldade que encontramos no perseverar. E, ao nos encorajar na conduta de perseverar, Paulo ensina uma técnica muito esquisita: tribulação. Como que repetindo o intuito do Autor do livro de Jó, Paulo afirma, com experiência própria: “a tribulação produz perseverança!”. A base da bíblia, quando nos oferece tais afirmações, é a soberania de Deus. Bem como a Sua graciosa providência. Em resumo, o ensino diz: o Senhor nos chamou e o Senhor nos quer preparar para a vida eterna, no “novo céu e na nova Terra”. De todas as preparações, a que mais tem fortalecido a vida de santificação, a mais frutífera tem sido a tribulação. A tribulação produz perseverança.

Deus te abençoe!

domingo, 7 de agosto de 2011

O Tempo que se chama hoje

Jesus deu uma importância à medida do tempo chamado "hoje". Vários escritores bíblicos usaram da mesma ênfase. O Autor de Hebreus, por exemplo, recomenda: "Encorajem-se uns aos outros, todos os dias, durante o tempo que se chama "hoje", de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado" (Hebreus 3:13).

Para um Livro que é a revelação vinda da eternidade, é muito digna de atenção a sua ênfase sobre a dimensão chamada "hoje". Na realidade, "hoje" é muito mais do que uma duração de vinte e quatro horas. Ele é o momento fugidio. Ele é o tempo passando. Com ou sem a nossa consciência. Queiramos ou não queiramos

É na dimensão de "hoje", na dimensão de "agora", que o Senhor eterno nos convida para ter comunhão com Ele. E, em tendo comunhão com Ele, não sentimos "endurecidos pelo engano do pecado", e nos predispomos a "encorajar uns aos outros" como membros do "corpo de Cristo". Hoje é o momento em que a eternidade nos restaura e nos completa, pela obediência ao Jesus do tempo e pela comunhão com o Cristo da eternidade. "Hoje é o dia aceitável": "o tempo que se chama hoje".

Deus te abençoe!

sábado, 6 de agosto de 2011

Aos de Coração Desanimado

O livro de Isaías é uma alternância de condenações ao pecado e de confirmação da graça restauradora do Senhor. Em uma de suas palavras de estímulo espiritual, escreve o profeta: “Digam aos desanimadores de coração: sejam fortes, não temam! Seu Deus virá, virá com vingança; com divina retribuição virá para salvá-los” (Isaías 35:4).

Se é que existe um sentimento que já tenha invadido todos os cristãos, este sentimento é o do desânimo. No mundo em que vivemos, tudo conspira contra nós. Inveja dos outros, quando cumprimos bem nossas tarefas. Injustiças, quando nos esforçamos para seguir aquilo que é correto. Armadilhas dos malvados, quando pretendem nos derrubar. Há horas que dá vontade de jogar tudo fora e desistir...

É especialmente no meio dessas experiências deprimentes que nosso coração precisa profundamente da motivação divina. Os desanimados devem ser fortes e não temer? Certamente, não será pelas forças, que já não temos mais. A razão certamente está na resoluta promessa do Senhor, através do profeta: “Seu Deus virá” e “virá com vingança”. Esta promessa é importante, porque o Senhor sabe das nossas fragilidades, no processo de fazer justiça com nossas próprias mãos. A justiça do Senhor, “com divina retribuição, virá para salvá-los”. O Senhor ajuda aos de coração desanimado: por isso, “sejam fortes, não temam!”.

Deus te abençoe!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Nós, os Gentios

Muitos séculos antes da Paulo ser vocacionado como Apóstolo dos Gentios, sua base bíblica fora revelada a Isaías: "Que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor venha a dizer - O Senhor me excluirá do Seu povo" (Isaías 56:3).

A mensagem de Jesus Cristo é contra a exclusão. Ele anunciou "vinde a Mim todos" - e concretizou esta mensagem durante todo o Seu ministério. Isaías e Paulo confirmam a postura de inclusão pregada e vivida pelo Cristo.

Nós, os cristãos contemporâneos, somos os gentios. Somos os estrangeiros, os diferentes, cujo sangue não recebemos de Abraão. Paulo nos chama de "Israel de Deus". A nossa fé e aceitação de Jesus é a nossa "circuncisão espiritual". Diante de todo esse contexto é algo de se estranhar quando vemos, dentro de muitas igrejas, formas explícitas ou zeladas de discriminação e exclusão. A palavra do Senhor é simples: "quem crer e for batizado será salvo". E acrescenta a óbvia obrigação ética - "para que produzais frutos". Nós, os gentios do Século XXI, somos bem diferentes dos gentios do Século I. Jesus Cristo, entretanto, continua o mesmo. Sua mensagem continua a mesma. Como continuam as mesmas as suas exigências; amá-lo e obedecê-lo. Que nenhum "estrangeiro" diga de nossas comunidades: fui excluído do Seu povo.

Deus te abençoe!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Com Decência e Ordem

Os coríntios perguntaram a Paulo a respeito dos dons de Espírito, especialmente o de profecia e o de falar línguas. Após alguns conselhos de bom senso espiritual, escreve o Apóstolo: “Tudo deve ser feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40).

Todo desequilíbrio causa indecência e desordem. A decência tem a ver com adequação, decoro, limpeza, compostura. Por isso, sempre que ocorre a decência, acontece a ordem. São essas virtudes, ensinadas pelo Espírito Santo, que Paulo propõe, seja na vida comunitária, como é o caso do culto público, seja na vida pessoal. Por isso, zelo demasiado, emoção demasiada, racionalidade demasiada, espontaneidade demasiada, trabalho demasiado – essas e todas as demasias alimentam a indecência e produzem a desordem.

Decência e ordem são bênçãos do Senhor em nossa vida cristã. Elas equilibram os crentes que são de mais e os crentes que são de menos. Elas amaciam temperamentos incontrolados. Elas estimulam os que sofrem de timidez espiritual. O cristão decente não faz aquilo “que bem entende”. Ao consultar ao Senhor e ao depender do Senhor, ele vivencia o tempo do Senhor e a ordem do Senhor. Após experimentar a “ordem” do Senhor, e somente após descobrimos, admirados, a adequação da soberania e da providência divinas. Faz sentido fazer “tudo com decência e ordem”.

Deus te abençoe!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Precioso sangue - A justiça divina

Desde os primórdios da criação, a maneira de Deus solucionar o problema do pecado foi através do sacrifício de sangue. Quando Adão e Eva pecaram, animais foram sacrificados para que eles entendessem que o pecado exige reparação (Gn 3.21). Na Lei, foi instituído o sacrifício de animais para expiação do pecado.

O sangue derramado satisfaz a justiça divina. Por isso, Cristo se apresentou como um sacrifício perfeito por cada um de nós. Ao verter seu sangue na cruz, Ele satisfez a justiça divina de uma vez por todas, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas possa desfrutar de vida eterna!

A Bíblia afirma que Deus está satisfeito com o sangue que Jesus derramou (1 Pe 1.19)! Confie neste sangue e desfrute de uma nova vida na presença do Criador!

Deus te abençoe!